Dia Mundial do Coração: como está o seu? Entenda por que essa data importa

October 1, 2026

Compartilhe esse post

Celebrado em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração foi criado para reforçar um ponto essencial: as doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no mundo e exigem prevenção contínua. Não se trata apenas de lembrar do coração por um dia, mas de transformar informação em atitude.


Muitas alterações cardíacas evoluem em silêncio. Hipertensão arterial, colesterol alto, pré-diabetes, diabetes, apneia do sono e arritmias nem sempre provocam sinais claros no início. Em outras palavras, sentir-se bem não garante que a saúde cardiovascular esteja em ordem.



A prevenção é mais eficaz quando acontece cedo. Isso inclui conhecer o histórico familiar, medir a pressão regularmente, acompanhar exames laboratoriais e observar mudanças no corpo e na disposição. Em cardiologia, o diagnóstico precoce costuma ampliar opções de tratamento e reduzir riscos futuros.

Sinais que merecem atenção



  • Dor ou aperto no peito, principalmente aos esforços ou com irradiação para braço, costas, mandíbula ou pescoço.
  • Falta de ar para atividades habituais ou ao deitar.
  • Palpitações, coração acelerado ou sensação de batimentos irregulares.
  • Tontura, desmaio ou quase desmaio.
  • Inchaço nas pernas ou ganho rápido de peso por retenção de líquido.
  • Cansaço fora do habitual, especialmente quando aparece sem motivo aparente.


Quem deve fazer avaliação mesmo sem sintomas



  • Pessoas com histórico familiar de infarto, morte súbita, colesterol alto ou hipertensão precoce.
  • Quem já tem pressão alta, diabetes, colesterol elevado, obesidade ou doença renal.
  • Fumantes e ex-fumantes.
  • Quem é sedentário ou pretende iniciar atividade física intensa.
  • Mulheres com histórico de hipertensão na gestação, pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional.
  • Pessoas que roncam muito, dormem mal ou têm suspeita de apneia do sono.


Seu coração merece atenção todos os dias


Cuidar do coração não depende de mudanças radicais. Na prática, os melhores resultados costumam vir de hábitos consistentes e sustentáveis. A seguir, estão medidas que realmente ajudam na prevenção cardiovascular.


  1. Mexer o corpo com regularidade. O ideal é acumular pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada, como caminhada rápida, bicicleta, dança ou natação. Também vale incluir fortalecimento muscular. O importante é a constância.
  2. Priorizar comida de verdade. Frutas, verduras, legumes, feijão, grãos integrais, oleaginosas e proteínas de boa qualidade ajudam a controlar peso, pressão e colesterol. Reduzir ultraprocessados, embutidos, frituras e excesso de sal faz diferença real.
  3. Controlar pressão arterial, glicemia e colesterol. Esses três marcadores costumam caminhar juntos no risco cardiovascular. Quando um está fora da meta, o coração trabalha sob maior sobrecarga.
  4. Dormir bem. Sono ruim favorece ganho de peso, aumento da pressão, resistência à insulina e piora do estresse. Quantidade e qualidade do sono importam.
  5. Não fumar. O tabagismo agride vasos sanguíneos, acelera aterosclerose e aumenta o risco de infarto e AVC. Parar de fumar é uma das decisões mais poderosas para proteger o coração.
  6. Moderar o álcool e cuidar do estresse. Excesso de bebida alcoólica, rotina exaustiva e tensão crônica podem descompensar pressão, sono e ritmo cardíaco. Estratégias de manejo emocional também fazem parte da prevenção.
  7. Manter acompanhamento médico quando necessário. Nem todo mundo precisa dos mesmos exames, mas toda pessoa com fator de risco se beneficia de avaliação individualizada.



Fatores de risco que silenciosamente sobrecarregam o coração


Alguns fatores aumentam muito a chance de eventos cardiovasculares, mesmo quando a pessoa não sente nada. Conhecê-los ajuda a agir antes que a doença se manifeste.




Fator de risco Por que preocupa O que fazer
Hipertensão arterial Lesa vasos sanguíneos e sobrecarrega o coração ao longo dos anos. Medir com regularidade, reduzir sal, tratar corretamente e acompanhar.
Colesterol alto Favorece placas de gordura nas artérias. Ajustar alimentação, atividade física e usar medicação quando indicada.
Diabetes ou pré-diabetes Aumenta risco de infarto, AVC e doença renal. Controlar glicemia, peso, sono e rotina alimentar.
Tabagismo Inflama e estreita os vasos, elevando risco cardiovascular. Buscar cessação com suporte médico e comportamental.
Excesso de peso e gordura abdominal Relaciona-se com pressão alta, apneia do sono e resistência à insulina. Combinar atividade física, alimentação e acompanhamento.
Histórico familiar e eventos gestacionais Pode indicar predisposição a risco cardiovascular mais alto. Antecipar prevenção e individualizar o check-up.

Check-up cardiológico: quais exames podem ser indicados


Uma dúvida comum é: quais exames avaliam o coração? A resposta correta é que isso depende da idade, dos sintomas, do histórico familiar, do estilo de vida e das doenças já existentes. Nem toda pessoa precisa de um “pacote completo”, mas toda avaliação cardiológica bem feita começa com escuta clínica, exame físico e estratificação de risco.


  • Aferição da pressão arterial e avaliação clínica detalhada.
  • Exames de sangue, como colesterol, triglicerídeos, glicemia e função renal.
  • Eletrocardiograma, que avalia o ritmo cardíaco.
  • Ecocardiograma, para analisar estrutura e funcionamento do coração.
  • Teste ergométrico ou teste de esforço, quando há indicação.
  • Holter e MAPA, úteis em casos de palpitações ou suspeita de pressão fora de controle.

Para quem busca acompanhamento em Campinas, Jaguariúna ou por telemedicina, a Dra. Ana Rachel Zollner oferece avaliação cardiológica individualizada, com mais de 15 anos de experiência clínica, formação pela UNICAMP e títulos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo DIC/SBC.

Posts recentes

October 22, 2026
Por que voltar ao cardiologista mesmo quando os exames estão normais? “Doutora, é rapidinho! Só preciso renovar minha receita.” “Meus exames estão bons, será que preciso mesmo passar por outra consulta?” Essas são situações muito comuns nos consultórios médicos. Afinal, quando o paciente está se sentindo bem, utiliza a mesma medicação há anos e não percebe mudanças na saúde, é natural questionar a necessidade de uma nova avaliação. Mas existe um ponto importante: estar sem sintomas ou apresentar exames normais não significa, necessariamente, que o acompanhamento cardiológico possa ser dispensado. A consulta com o cardiologista vai muito além da análise de exames ou da renovação de receitas. É uma oportunidade de avaliar se a saúde cardiovascular permanece estável e se o tratamento continua adequado às necessidades atuais do paciente. Por que a reavaliação cardiológica é importante? A saúde do coração não depende apenas dos resultados de exames. Durante uma consulta de acompanhamento, o cardiologista considera diferentes aspectos que podem influenciar o risco cardiovascular, como: Pressão arterial e frequência cardíaca; Peso e composição corporal; Alimentação e prática de atividades físicas; Qualidade do sono; Rotina, estresse e hábitos de vida; Histórico de saúde e fatores de risco; Uso de medicamentos e resposta ao tratamento. Essas informações ajudam a compreender não apenas como o paciente está naquele momento, mas também se houve mudanças que exigem ajustes na condução clínica. Afinal, os exames podem continuar semelhantes, mas o paciente já não ser o mesmo. Exames normais significam que está tudo bem com o coração? Ter exames dentro dos parâmetros esperados é uma informação positiva, mas não representa, isoladamente, uma avaliação completa da saúde cardiovascular. Algumas condições, como hipertensão arterial e alterações do colesterol, podem evoluir sem sintomas perceptíveis. Além disso, o risco cardiovascular é influenciado por fatores que podem mudar ao longo do tempo, incluindo idade, peso, hábitos de vida e presença de outras doenças. Por isso, a interpretação dos exames precisa considerar o histórico clínico e as condições individuais de cada paciente. Por que não basta apenas renovar a receita médica? Quando um medicamento é utilizado há muito tempo, pode surgir a impressão de que não existe necessidade de rever o tratamento. Entretanto, a renovação de uma receita também envolve avaliar se a medicação, a dose e a estratégia terapêutica continuam apropriadas. Durante a reavaliação, o cardiologista pode identificar a necessidade de manter, ajustar ou modificar determinada conduta, considerando a evolução clínica, possíveis efeitos adversos e outros medicamentos em uso. Isso não significa que todo retorno resultará em mudanças no tratamento. Muitas vezes, a melhor decisão é justamente manter o que está funcionando. O importante é que essa decisão seja tomada com base em uma avaliação atualizada. Quando procurar um cardiologista para reavaliação? A frequência das consultas depende das condições de saúde, dos fatores de risco e das orientações médicas. Pessoas com hipertensão, colesterol elevado, diabetes, doenças cardiovasculares diagnosticadas ou em uso contínuo de medicamentos podem precisar de acompanhamento periódico. Mesmo quem se sente bem pode se beneficiar de avaliações preventivas, conforme seu perfil de risco. O intervalo ideal entre as consultas deve ser definido individualmente, considerando as necessidades de cada paciente. Na presença de sintomas novos, como palpitações, falta de ar, tonturas ou desconforto no peito, é importante procurar avaliação médica, sem aguardar o retorno programado. Dor no peito intensa ou persistente, especialmente acompanhada de falta de ar, suor frio ou desmaio, exige atendimento de urgência. Reavaliar também é uma forma de prevenir A vida muda. A rotina muda. Os hábitos mudam. E as necessidades de saúde também podem mudar. Por isso, o acompanhamento cardiológico não deve ser visto apenas como uma etapa burocrática para renovar receitas ou conferir exames. É o momento de verificar se as decisões tomadas anteriormente continuam fazendo sentido para a realidade atual do paciente. Mais do que observar resultados, acompanhar é compreender a evolução da saúde ao longo do tempo.  A Dra. Ana Rachel Zollner é cardiologista, com mais de 15 anos de experiência clínica, formação pela UNICAMP e títulos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo DIC/SBC. Realiza avaliações cardiológicas, considerando o histórico de saúde, os fatores de risco e as necessidades de cada paciente.
By Fernanda Utrini • October 6, 2026
Quando pensamos em saúde da mulher, é comum separar os cuidados por especialidade: de um lado, as mamas; de outro, o coração. Mas, em algumas situações, esses dois cuidados precisam caminhar juntos. Isso acontece especialmente durante e após o tratamento do câncer de mama. Algumas terapias importantes para combater a doença podem ter efeitos sobre o sistema cardiovascular. Por isso, acompanhar a saúde do coração também pode fazer parte de um cuidado oncológico completo.
By Fernanda Utrini • September 29, 2026
No Dia Mundial do Coração, a Dra. Ana Rachel Zollner falou sobre um tema que merece atenção: algumas doenças cardiovasculares podem evoluir silenciosamente, sem apresentar sintomas por anos. Na entrevista, ela explica por que fatores como pressão alta e colesterol elevado precisam ser acompanhados mesmo na ausência de sintomas e como a avaliação adequada ajuda a identificar riscos e orientar a prevenção. Outro ponto interessante da conversa é a chamada “idade do coração” : uma forma de compreender como diferentes fatores de risco podem impactar a saúde cardiovascular ao longo do tempo. Com mais de 15 anos de experiência clínica, formação pela UNICAMP e títulos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo DIC/SBC, a Dra. Ana Rachel Zollner atua com acompanhamento cardiológico individualizado em Campinas, Jaguariúna e também por telemedicina. Assista à entrevista e entenda por que cuidar do coração também é importante quando aparentemente está tudo bem. Link: h ttps://www.youtube.com/watch?v=OEz4Oogayb4
By Ana Rachel Zollner • April 30, 2025
Acompanhe a importância dos cuidados cardíacos na gestação, sintomas, tratamentos e influências no pós-parto.
By Ana Rachel Zollner • April 30, 2025
Descubra como a cardiologia para bem-estar pode auxiliar na saúde do coração, mesmo sem sintomas aparentes, e a sua importância antes de iniciar atividades físicas.